Em meio às geometrias conservadoras do Morumbi, surge um gesto arquitetônico que rompe e se integra. A Casa Morumbi não é apenas uma nova residência, mas uma extensão da vida e do encontro. O desejo da família era ressignificar o habitar. Dois terrenos foram incorporados, conectando a casa existente à nova construção por meio de um jardim brasileiro, assinado por Rodrigo Oliveira.
A nova edificação se apoia no ponto mais alto do platô, projetando-se sobre o vale em pilares metálicos em V. Para acessá-la, uma escada helicoidal em aço corten desenha uma espiral de leveza e força. No bairro de casas neoclássicas, o novo volume assume sua contemporaneidade. O contraste não gera conflito, mas potência.
Concreto aparente, aço corten, vidro e madeira natural formam a paleta da casa. O social pulsa na grande sala integrada à varanda e ao bar, que se transforma em pista de dança. Contemplação e celebração se misturam em uma arquitetura de presença e afeto.