Na Casa Parati, tijolo, concreto, madeira e pedra natural conferem textura, durabilidade e conforto, organizados em cerca de 750 m² para atender ao desejo de uma “casa com cara de casa”, estruturada em torno da relação permanente com o verde.
O partido arquitetônico começa pela decisão de levar a garagem ao subsolo, liberando o térreo para jardins e permitindo que a área verde do loteamento se torne uma extensão visual da residência. A composição contrapõe o embasamento em tijolo aparente e concreto ao bloco superior em balanço, sustentado por uma grande viga protendida que elimina pilares na varanda e preserva uma vista panorâmica contínua entre sala, jardim, piscina e horizonte.
Voltada de forma discreta para a rua e totalmente aberta para o jardim, a casa organiza seu percurso por meio da luz natural, filtrada por brises, pergolados e jardins internos. Um poço de luz e a escada em concreto e madeira, inserida no pé-direito duplo, reforçam a espacialidade. Assim, decisões estruturais e construtivas dão forma a uma arquitetura que privilegia a integração com a paisagem, a permanência dos materiais e a sensação de pertencimento.