O projeto para o novo abrigo de um dos maiores acervos de fotografia do Brasil teve como premissa revelar ao público obras de nomes como Steve McCurry, Henri Cartier-Bresson, Claudia Andujar, Rosângela Rennó e outros artistas contemporâneos. O retrofit foi implantado em um edifício de 2.000 m², no bairro Varjota, em Fortaleza. Antes sede do IBEU, o prédio apresentava vãos diversos, fachada inexpressiva, baixa acessibilidade e pouca integração com o entorno urbano.
Reduzido à estrutura original, o edifício de cinco pavimentos ganhou nova identidade. A entrada é marcada por uma escada generosa e uma rampa escultural, inserida em uma praça com carnaúba, árvore do semiárido. O térreo reúne lobby, café, biblioteca e exposição temporária. Os dois andares seguintes abrigam a mostra permanente, ligadas por passarelas e um jardim vertical. O terceiro pavimento tem sala multiuso e terraço com vista. No subsolo, estão a administração e reserva técnica.
A fachada ganhou estrutura metálica com chapas perfuradas de ACM, que protegem da luz intensa e criam um mosaico visual. Marquises e pele de vidro completam a composição contemporânea, sóbria e de forte identidade.